Liveaboard: check-in antes da partida
Em terra, um documento que falta é um transtorno. Num cruzeiro de mergulho é um problema que não se resolve durante uma semana: ninguém vira o barco porque um atestado médico ficou no hotel.
O que é diferente num barco
- Nada pode ser cobrado depois. O que falta na partida continua a faltar toda a viagem. Um cliente que não pode mergulhar passa a semana a bordo de qualquer forma.
- Não há rede. Quem é mandado preencher a bordo muitas vezes simplesmente não consegue, e a sua tripulação não tem como verificar nada.
- Há mais experiência a estabelecer. Corrente, mergulhos noturnos e profundidades além dos 30 metros pedem outras respostas do que um recife de casa: número de mergulhos, último mergulho, experiência com corrente, nitrox.
- Grupos em vez de indivíduos. Um liveaboard costuma ser um grupo, muitas vezes reservado por uma agência, e o papel chega de uma vez ou não chega.
O check-in pertence às semanas anteriores à viagem, não ao cais. Uma link na confirmação da reserva, um lembrete dez dias antes, e no embarque a única pergunta que sobra é a quem ainda falta algo.
A rotina que funciona
- Na reserva: enviar o link do check-in, com uma nota clara de que sem o papel completo não é possível mergulhar.
- Dez dias antes: lembrar quem ainda tem algo em falta, não todos, ou quem lê é quem não devia.
- No dia da partida: a lista mostra quem está em verde. Os atrasados preenchem no cais, onde ainda há rede.
- A bordo: os registros estão disponíveis em PDF mesmo sem rede, com os contatos de emergência de que os seus guias precisam.
O ponto mais esquecido
O seguro. Num liveaboard a câmara hiperbárica mais próxima fica mais longe do que em qualquer centro de costa, e uma evacuação do mar Vermelho ou das Maldivas é caríssima. Peça a companhia e o número da apólice, não apenas um sim ou não: numa emergência alguém precisa do número, não da caixinha marcada.
Perguntas frequentes
Quando deve estar fechado o check-in de um liveaboard?
Antes da partida, idealmente com dias de margem. A bordo nada pode ser cobrado depois e muitas vezes não há rede para carregar nada.
E se um cliente não tiver atestado médico válido a bordo?
Não pode mergulhar e passa a viagem no barco de qualquer forma, o pior resultado para todos. É justamente por isso que a verificação pertence ao cais e não ao mar.
Podemos processar um grupo de viagem inteiro de uma vez?
Sim. Os grupos criam-se de uma vez e recebem um link comum; a sua lista mostra depois num relance quem está completo e quem não está.
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